quarta-feira, 22 de abril de 2009
Tudo pra cair em saudade...
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Clara
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domingo, 19 de abril de 2009
Meu melhor do lado escuro
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Juliana Farias
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terça-feira, 31 de março de 2009
Crise Financeira = fim do mundo?
A crise é séria, eu sei, muitas empresas (bancos, inclusive) quebrando, pessoas endividadas, desempregadas, aterrorizadas, enfim, um inferno, mas o que eu me pergunto é o seguinte: todas as empresas que quebrarem neste momento vão colocar a culpa na crise?
Fico imaginando a Varig, a Vasp e/ou o Banco Santos quebrando hoje... como seriam as manchetes? Como seria o discurso do Jabor?
Olha, trabalho com prestação de serviços para pessoas físicas e jurídicas. Visito muitas empresas e, às vezes, fico um certo período trabalhando dentro delas, o suficiente pra ver como elas funcionam, como estão organizadas e como são mal administradas.
Certamente você, se já não passou por isso, conhece alguém que já foi dispensado de uma empresa por ser "bom demais para o emprego". Que tipo de empresa dispensa um empregado por ele ser bom? Devo ser um péssimo profissional para manter meu emprego?
Claro que o motivo real não é esse. É a velha política de morder e assoprar depois. "Tô te mandando embora mas, ó, você é bom, tá? Sua estrela vai brilhar! Merece um lugar melhor! Vai com Deus e me liga. Nada pessoal, ok?". Simples corte de gastos. Ameaça de crise? Manda embora! Nem pense duas vezes.
Aliás, 5 anos estudando economia e a única solução que doutores encontram em momentos ruins é demissão em massa?
Na hora de contratar, fazem errado. Escolhem quem aceita ganhar menos e se humilhar mais. Que se danem a formação e a experiência. Currículos só com pretensão salarial e foto. Não querem um bom profissional; querem formar uma boy band. Pegam o auxiliar de assistente de ajudante de serviços gerais e botam lá pra fazer a entrevista com os candidatos, pagando de psicólogo. Dinâmicas de grupo onde os candidatos se vestem bem pra brincar de "galinha choca" numa sala com pessoas desconhecidas. Carnaval de clichês.
Uma vez dentro de uma empresa, onde deveriam estimular a cooperação e a união, estimulam a competição. A falsidade rola solta. Todos querendo aparecer, querendo se mostrar mais úteis que o infeliz da bancada da frente, do lado, sei lá.
Sem falar na má distribuição de empregados na empresa. Você é contratado pra fazer uma coisa e acaba sendo reaproveitado pra fazer outras, de preferência, que não tenham nada a ver com a sua área. O caso do tal auxiliar de ajudante que vira psicólogo, só pra economizar. É difícil imaginar em que tudo isso vai dar?
Então, não dá pra ter uma idéia real da crise assistindo ao casal das 8. Eu não sei até que ponto a instabilidade e a alta do dólar afetam a indústria e o comércio (em 2002 chegou a bater R$ 3,79, você lembra? não, né?), ou se a quebradeira é simplesmente o efeito do vento e da maré sobre esses castelos de areia que vemos por aí. Essa crise pegou os investidores, empresários e economistas de surpresa mesmo, como diz o rapaz munito do jornal, ou estavam todos acomodados e mal acostumados com o errado que dava certo até então?
Não sei. Talvez eu tenha escrito um monte de besteiras. Talvez não.
A crise é desse tamanho todo mesmo ou grande parte é sensacionalismo? Reflitam, pensem, chorem, arrotem; só não xinguem mamãe aí nos comentários.
Phernando Faglianostra também escreve besteiras sem graça no Bagulho Digital.
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Phernando Faglianostra
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quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
será que volto?!
saia justa, lembranças, reflexões
Já existiu uma época em que ver Saia Justa me proporcionava mais prazer. Achava as discussões mais interessantes que “pseudo-intelectuais”. Apesar disto, ainda assisto e, em alguns momentos, sou levada à reflexão. Hoje, contrariando o que tenho sentido há um tempo com relação ao programa, fui levada à duas.
A primeira, com relação ao ocorrido em Santa Catarina e a mobilização para socorrer as vítimas da catástrofe.
Cada vez que acontece uma catástrofe - seja gerada por fatores da natureza ou atitudes de seres humanos - explorada pela mídia, penso nas que acontecem diariamente e não são super exploradas ou sequer divulgadas.
Certa vez, em uma saída com o Diogo, amigo querido, paramos em um bar na Evaristo da Veiga, Lapa (RJ), em frente a um lugar onde tocava samba em alto e bom som. Dentro deste espaço de show, pessoas que podiam pagar R$20 de entrada para se divertir ao som de bons músicos. Nós, por acaso, éramos do grupo que poderia pagar para estar lá, mas optamos por ouvir a música no boteco pé-de-chinelo em frente, tomando nossa cerveja em garrafa a R$2,50. O nosso samba naquele domingo foi na rua, junto dos que por alguma razão também estavam naquele pé-sujo.
Sambando, conheci um cara de aproximadamente 50 anos que morava numa favela próxima. Entre sambas e cervejas, ele nos contou coisas pesadas do local onde morava e vi naquela pessoa uma alegria que não se encontra em qualquer lugar. Não sei se isso se deu pelo excesso de bebida – meu e dele. Quando nos despedimos, senti tristeza, muita tristeza gerada pelo questionamento a respeito de como seria a vida daquele homem? Tão alegre, tão anestesiado, tão diferente... Chorei e mais nada.
É isso que fazemos, choramos e mais nada. Ajudamos e mais nada. E isso quando não ignoramos o mendigo que dorme na porta do prédio, às 4 da manhã, depois de uma carona de um amigo morador da Borges de Medeiros em seu super carro 4x4.
Márcia Tiburi levantou uma questão que já havia me atormentado a mente em algum momento.
Falou sobre se conviver bem com a desigualdade e se importar apenas com as conseqüências da mesma.
A partir desta reflexão, penso que ao mesmo tempo em que, no caso citado anteriormente, abri espaço para o diferente me contar um pouco de sua realidade tão estranha a mim, questiono-me se não o fiz apenas pelo fato de naquele momento sermos iguais: duas pessoas ouvindo o samba do lado de fora e pagando o mesmo preço pela cerveja, duas pessoas se divertindo da mesma forma.
Já com relação ao homem que tive que tomar cuidado para não pisar por estar dormindo exatamente no espaço da entrada do prédio, dei graças a Deus por este não acordar e tomar qualquer atitude violenta comigo, ou seja, pulei-o, ignorei-o e agradeci aos céus por ele não fazer nada que me agredisse.
Apenas isso.
Só me questiono sobre qual seria a sensação se algo ruim me acontecesse naquele momento. Ou pior, será que este homem que ignorei fez algum mal a alguém no dia ou semana seguinte?
Não sei. O que sei é que a mim nada foi feito e isso me bastou.
Assim como esses exemplos, muitos outros poderiam ser registrados. Sentada no sofá da espaçosa sala, com o notebook no colo, escrevo e reflito sobre as desigualdades que me abalam de vez em quando - quando através de um programa de TV paro para olhá-la de frente. Será que minhas adoradas ciências humanas me ajudarão a mudar alguma coisa aqui dentro – e lá fora – ou me servirão apenas como base para uma “pseudo-intelectualidade” e discussões em mesas de bar, onde, em alguns casos, só existe a necessidade de se falar mais alto e citar inúmeros teóricos clássicos?
Posso estar generalizando e me desculpem por isso. Há necessidade real de se pensar mais a respeito disso tudo.
A segunda questão que me levou à reflexão? Leila Diniz. Será que conseguirei escrever sobre essa figura mitológica antes de digerir a questão anterior?
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Blogueiros S.A.
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quarta-feira, 30 de julho de 2008
Sonhando com o dia em que...
Poderei ter férias decentes (e dinheiro suficiente) para visitar o Reino Unido , passando não somente pela Inglaterra, como também pela Escócia, Irlandas e País de Gales.
Não morarei mais com a minha mãe.
Acabarei minha faculdade, e assim, meu estágio.
Serei efetivada.
Tudo isso, não necessariamente nessa ordem! =)
E vocês, sonham com o quê?
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Ju Cunha
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segunda-feira, 21 de julho de 2008
[*] Entrevista com a Renata Cordeiro parte 2
Continuando o ultimo post...
Para um estudante de comunicação, tanto homem quanto mulher, qual é a dica que você daria para ele?
Esportivo ou não, eu acho que o jornalista tem que ler muito, essa é a coisa mais importante do jornalismo. Porque todo mundo hoje mexe com computador, sabe falar inglês, sabe falar mandarim. O que vai te diferenciar dos outros é a sua cultura, é o seu embasamento. E quanto mais você lê, mais amplia seu vocabulário. Quanto mais você amplia o seu vocabulário, mais fornece capacidade para o seu cérebro de formular raciocínio. A pessoa que tem um vocabulário menor, a capacidade de juntar uma idéia com outra e fazer um raciocínio é menor, isto está comprovado
Vale a pena ser jornalista esportivo no Brasil?
Depende do que você chama de valer a pena, alias se você for pensar, não vale muito a pena ser jornalista, porque você ganha pouco e trabalha muito. Depende então da sua paixão. O jornalismo esportivo pra mim é o que há de melhor, porque assim, quando você fala em jornalismo, você vai entrevistar um político você quer mostrar que o cara rouba, que ele é um safado. No jornalismo esportivo você está ali para mostrar que o homem pode superar os seus limites, que ontem ele fez um tempo x e hoje ele vai fazer um tempo x – menos alguma coisa. Então você vai mostrar que de repente um cara como o Washington que é um cara que tem diabetes, que tem problema cardíaco, você pega tudo isso e faz um gol em uma decisão, é um vencedor. Então o jornalismo esportivo trás essa carga de beleza é uma ode ao ser humano, é maravilhoso. E hoje em dia tem cada vez mais gente querendo ser jornalista esportivo, muito mais mulheres, é impressionante o crescimento do número de mulheres no jornalismo esportivo, isso é uma coisa muito legal.
Qual é a sua expectativa para o futuro das mulheres no jornalismo esportivo?
Eu espero cada vez mais que as pessoas não pensem como mulheres ou homens no jornalismo esportivo e sim como profissionais essa é a minha grande expectativa. Eu acho que vai haver uma democratização muito grande com a informação e eu acho que as mulheres vão estar juntas nisso, vão estar nesse compasso. Assim como hoje você vê mulheres dirigindo, mulheres mecânicas, mulheres pedreiras e é isso, deixou uma brecha a gente está entrando.
Bom é isso!!!
Abraço à todos!!!
fui...
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André Luiz Coutinho
às
23:54:00
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segunda-feira, 14 de julho de 2008
[*] Entrevista com a Renata Cordeiro parte 1
Neste semestre através da faculdade eu tive a oportunidade de entrevistar a Renata Cordeiro, jornalista esportiva da Rede Record e que já passou também pelo Sportv e pela Band. Atualmente ela faz uma pequena participação no "Balanço Geral" apresentado pelo Wagner Montes.
Vou postar aqui um trecho desta entrevista, caso fique muito grande eu divido em dois posts...
Você como mulher já sofreu algum tipo de preconceito por estar lidando com o futebol?
Eu acho que eu não só sofri como eu continuo sofrendo. Lógico que tem algumas coisas que são inerentes, eu tenho amizade com alguns jogadores, técnicos de futebol e tal, mas muitas vezes eu tenho que tomar cuidado. Porque assim, a gente é mulher, a gente pode ser cantada, passar por algumas situações desagradáveis. Como eu tenho muito tempo de janela, de maneira geral essa galera me respeita. Mas dentro do meio a competição entre outros “coleguinhas,” tem sempre aquela coisa de “Há, ela é mulher”, “Ta saindo com algum chefe”, mas comigo não dá mais pra colar essa história porque eu já mudei de emprego várias vezes, não dá nem pra dizer que eu to saindo com o chefe (risos), mas já ouvi isso no início da carreira. Preconceito sempre existe, principalmente entre os “coleguinhas”, ao contrário do público que é muito carinhoso comigo.
O que você acha de uma mulher narrando uma partida de futebol? Se te fosse feito o convite, toparia o desafio?
Eu acho que não tem problema nenhum, eu acho que mulheres e homens tirando algumas particularidades (risos) podem fazer o que o outro faz. Eu acho que a única diferença, eu vejo isso por mim mesma na minha geração, eu não assistia jogo de futebol desde pequena, eu não acompanhava. Então tem certas coisas que o homem fica mais acostumado, então coisas que um “peladeiro” vai sacar melhor do que uma mulher que nunca jogou futebol. Não interessa se é mulher ou homem, o que interessa é se faz bem o seu trabalho. O que interessa é que se tenha credibilidade no meio, é nessa que a pessoa tem que se impor, além de tudo tem que ser bom naquilo que faz.
No próximo post a continuação...
Abraço à todos!!!
fui...
Escrito por
André Luiz Coutinho
às
23:45:00
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Marcadores: André Coutinho


