terça-feira, 8 de abril de 2008

Triste

Será que é o fim dos tempos ou retrocedemos ao começo da humanidade, tentando formar moral e custume e aprendendo a viver em coletivo?

Tem gente que não sabe viver no coletivo porque sua vida é uma grande farsa - não sabe nem o que é, muito menos o que deve fazer.

Eu nunca entendi direito o que se passa na cabeça de um ser humano que tenta ou mata outro - embora muitas vezes haja justificativa, não são justificativas viáveis para se acabar com a vida de outro.

Talvez o que essas pessoas ainda tenham que aprender é que pior que matar um outro é tratá-lo com indiferença. Se incomoda tanto a vda daquele sujeito... matar é justificar esse incômodo...

Percebam meu lado perverso. Todo mundo tem. E não é escolha, é natural.

O que muito embora seja mal, é um equilíbrio e é o que faz qualquer um ser humano que pode errar [e aí me vem o ditadinho muquirana: e persistir no erro é burrice, nada a ver com texto, só porque passou pela minha cabeça... rsrs].


Eu não quero nem pensar que tenha sido o pai e a madrasta que tenham matado a menininha paulista Isabella. Primeiro por serem pai e madrasta, segundo pela brutalidade com uma criança de 5 anos, terceiro pelo cinismo e cretinice e quarto pela família.

Apesar da mídia [nesta hora eu tenho vergonha de estar me formando em jornalismo] já ter julgado e o nome do pai e da madrasta aparecer em todos os veículos não como um suspeito mas como quase criminosos. Se não tiver sido eles, eles nunca mais terão uma vida digna. Mesmo que se prove o contrário, sempre serão taxado de possíveis suspeitos da morte da menina.

Isso também porque nunca, nunca mesmo, a mídia fará a retratação necessária para reparar tal dano.

É triste como o capitalismo e a carniçagem prevalecem num momento de dor, não só da família, mas da sociedade que assiste isso sem poder fazer nada. O tratamento dado pela imprensa para este caso NÃO É O CORRETO E MUITO MENOS O QUE APRENDEMOS NA FACULDADE.

Parece que quando saimos dela desaprendemos e colocamos o dinheiro na frente da nossa ética, da nossa moral. Se para ser jornalista eu preciso me corromper, eu prefiro seguir outra carreira na comunicação.

Obs: Acho bom que a polícia apure direitinho esta história, porque se deixar na mão dos Datenas, Bonners e Rezendes da vida...

3 comentários:

André Luiz Coutinho disse...

A grosso modo seria algo como: "acusa primeiro e investiga depois".

Bjão!!!

fui...

Unknown disse...

Apoiada!
Hoje assistindo eles sairem da cadeia aos gritos de "Assassino", fiquei pensando: POw e se eles são inocentes? Como reparar o mal?
E vamos combinar que mesmo que eles sejam inocentes, nunca mais as pessoas os olharão com bons olhos.
A setença já foi dada. Pelo povo faminto de justiça com as próprias mãos e de palhaçada.

Juliana Freitas disse...

A mídia (mais precisamente a Rede Globo)já condenou um casal, dono de uma cheche, por pedofilia uma vez, e eles eram inocentes. Nunca houve retratação, mesmo recebendo uma indenização milionária da emissora, a vida deles ficou uma merda, onde quer que eles apareçam, sempre tem alguém que os acusam de pedófilos... =(

Eu tenho cá minhas suspeitas para o caso Isabela, e tenho cá pra mim que os condenados pela mídia nada têm a ver com o caso...