quinta-feira, 30 de abril de 2009

Saber viver

Pensei em começar esse texto por uma breve introdução. Mas, eu não sou do tipo de pessoa que gosta de rapidinhas. Sou uma pessoa excêntrica, fora dos padrões normais, desajeitada, atrasada. Resumindo, serei seu pedaço de mau caminho as quintas. Mas as minhas quintas são como eu, fora do padrão. Desculpa se a minha quinta-feira for a sua sexta-feira, tudo depende de um modo incomum de enrolar as pessoas com argumentos infindáveis.

O tema dessa semana é adolescência. Incrível como eu me sinto uma velha psicóloga de 40 anos que falará sobre um tema super distante da realidade. Mas, não sou psicóloga, não tenho 40 anos (UFA!) e adolescência não é um tema tão abstrato pra mim. Eu posso dizer que eu ainda vivo nessa fase, respiro, sorrio para ela todos os dias. Me considero um misto de criança e adolescente. Mas, não me chamem de adulta, madura, “crescidinha”. Isso me remete idade, cabelos brancos, preocupação, contas para pagar e por aí vai... Ser adolescente é ter espírito livre de mau humor, é viver cada hora como se fosse o último instante e ter curiosidade de ter da vida mais e mais.

Ser adolescente é encontrar com os amigos na sexta-feira, virar uma garrafa de vodka da pior qualidade e achar que o mundo é lindo. É romper o seu primeiro namoro e chorar litros de lágrimas achando que o mundo vai acabar e que você não consegue viver sem a tal pessoa. É pintar a cara e ir para as ruas defender um ideal e achar que o sistema mundial vai mudar no dia seguinte. É experimentar conhecer novos lugares, novas sensações, novas pessoas, novos sabores, aromas...

Pra fazer tudo isso, não há idade estabelecida. Há espírito. Existem pessoas que vivem a adolescência e esquecem o quão bom era viver aqueles momentos. Passam pela vida falando mal de quem vive essa etapa tão gostosa, independentemente de idade. Sabe, meu discurso torto pode parecer a primeiro instante saudosista. Mas, quem te disse que eu não sou uma adolescente ainda?

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Tudo pra cair em saudade...

- Boa noite... é... desculpem o atraso... bem, por onde eu começo? (tempo...)
Ah tá, me apresento, né? Podemos começar de novo?
Lá vai:
Olá, boa noite!
Quem sou eu? Ai, perguntinha difícil... eu sou a Clara, que estará por aqui às quartas-feiras. Também sou filha de Terezinha e Sérgio, irmã de Alessandra, Diego e Rani. Ah, eu estudo Produção Cultural e sou namorada do André, o Joca. Se tudo der certo pego o diploma no final do ano que vem. Amo ler. Vou confessar que até pouco tempo tinha muita preguiça, sabe? Mas agora amo os textos acadêmicos! Deve ser porque encontrei algo que gosto de fazer, não é? Passei a gostar mais e ter menos preguiça de ler os romances, depois disso. Faço análise desde 2000. Não, não direto. Parei e voltei muitas vezes. E sempre com analistas diferentes! Há três anos estou com a mesma. Adorando! Fazer análise é formidável (tanto quanto a palavra formidável). Você devia experimentar! Bem, trabalho com Dulce Bressane em sua produtora, Bressane Conforti, mas que usa bastante o selo Companhia da Arca. Trabalhamos, por enquanto, com teatro infantil.
Ops, comecei a usar a primeira pessoa do plural, né? Melhor voltar a mim, primeira do singular.
Fui uma das primeiras a escrever por aqui, quando esse blog surgiu. Recebi um convite pra voltar e aceitei. Vamos ver no que vai dar.
Como nessa primeira semana não temos um tema sobre o qual escrever, opinar, criticar etc., fiquei em dúvida sobre o que falar. O tudo se torna nada nessas horas, espero que o nada se torne tudo. Espero também que você tenha lido até aqui. E que leia até o fim! Mas, de forma alguma, sinta-se obrigado(a). Sem cerimônias, por favor.
Estava indo trabalhar e, no caminho, li algo que me interessou. Vou dividir com você:
"- Não sei explicar, mas lá é como este café adocicado e quente. Minha mãe chegava a me abafar com tanto amor, preferia às vezes que me amasse menos. O velho disfarçando com carrancas, tios e tias estourando por todos os lados com os batalhões de primos. Aconchegos, festinhas. Lembro de todos, amo todos mas não tenho vontade de voltar. Isso é saudade? Foi um período que se encerrou. Aqui começou outro eagora vai começar um terceiro período e então fico com esses dois períodos para lembrar. Será saudade?
- Acho que sim. Quando noviça, eu pensava muito na minha gente. Sabia que não ia voltar mas continuava pensando com tanta força. Como quando se tira um vestido velho do baú, um vestidoque não é para usar, só para olhar. Só para ver como ele era. Depois a gente dobra de novo e guarda mas não cogita jogar fora ou dar. Acho que saudade é isso." (Lygia Fagundes Teles, em As Meninas)
O máximo, né?
Talvez tenha me identificado tanto por ser saudosista.
Sinto um enorme prazer em ler textos antigos, cartas, lembrar de coisas boas, cheiros bons, gostos...
Sei que o lugar do passado é no passado. Mas não por isso permito que ele deixe de fazer parte de mim.
Lygia me traduziu.
Hoje, no mesmo dia em que a li, volto a escrever aqui.
Mais que saudade, necessidade.
Estou de volta.

domingo, 19 de abril de 2009

Meu melhor do lado escuro

Esses dias estive conversando com um amigo sobre música. Há tempos não converso com alguém sobre tantas informações musicais, as lembranças do meu passado, de uma adolescência marcada pela música e recheada de mistérios.
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O medo da maldição dos 27 e do arrepio de ver clipes com conteúdo. Pessoas inteligentes pesquisam, conhecem autores, filmes inteligentes e realizam trabalhos magníficos, que primam pela qualidade e pela inteligencia dos seus ouvintes e espectadores.
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Na quarta-feira passada, cheguei na aula e a professora estava passando o filme "The Wizard of Oz". Na mesma hora, lembrei do dia que assisti ao mesmo filme com uma vitrola do lado e o som da tv no mudo. Quando entrei na sala, pensei: Coloca Pink Floyd aí, profe".
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É... ela colocou sem eu ao menos pedir.
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Dez anos se passaram desde a primeira vez que assisti aquele filme e o que eu senti foram os medos e as indagações que tinha naquele tempo.
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A conversa com meu amigo foi quase um desabafo de um desespero que carrego desde que saí da minha adolescência: o medo de nunca mais aparecer nada de bom na música. Acho que a última coisa surpreendente que pude ouvir desde então foi Nine Inch Nails em 2000. De lá pra cá, passaram 9 anos e agradeço àquela que me apresentou a banda.
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NIN me emociona muito.
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Mas o desespero persiste e não é só meu [ainda bem], pois muitos têm o mesmo sentimento de falência musical.
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Nada é novo. Tudo é o mesmo. O "mais do mesmo" que Renato Russo dizia. Nada incomum, tudo uma grande indústria de bonecos que falam frases iguais, que fazem batuques iguas - como se todos fossem iguais.
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Eu não sou igual!
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Vejo pessoas se gabando por um Myspace que todo mundo tem, por umas batidas, umas letras, uma mesmice! Sei que todos têm referências musicais. A minha aversão é daqueles que cantam e se vestem iguais.
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Gestos, voz, batidas, roupas, macacos? Colocou um piercing na orelha ou no nariz, pintou o cabelo de vermelho ou fez moicano agora é cantor de banda de rock?
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Sou muito pontual neste sentido, sou pouco ponderante. Nada me agrada, nada é novo, nada e nada!
Tenho saudade de um tempo que não vivi [infelizmente]. Que tentei viver, que vivi no meu mundo. Dos amigos que me lembro com esta música.
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Sou daquelas que gostam dos originais, dos criativos. Da ousadia. Da liberdade. Do oculto que se eterniza.
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Não existem músicas que te fazem pensar, que te fazem viajar para um mundo de impossíveis, que te surpreende, que causa arrepios, que te causa medo. Medo de escutar, de se apaixonar, de imaginar.
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Sou adepta à antiguidade.
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Espíritas dizem que tenho o espírito de um velho.
Outros dizem que nasci velha.

terça-feira, 31 de março de 2009

Crise Financeira = fim do mundo?

Não, não vou ficar explicando a crise, nem discutindo soluções, até porque este papo é muito chato. Economia é chato. Jornal Nacional é chato.

A crise é séria, eu sei, muitas empresas (bancos, inclusive) quebrando, pessoas endividadas, desempregadas, aterrorizadas, enfim, um inferno, mas o que eu me pergunto é o seguinte: todas as empresas que quebrarem neste momento vão colocar a culpa na crise?

Fico imaginando a Varig, a Vasp e/ou o Banco Santos quebrando hoje... como seriam as manchetes? Como seria o discurso do Jabor?

Olha, trabalho com prestação de serviços para pessoas físicas e jurídicas. Visito muitas empresas e, às vezes, fico um certo período trabalhando dentro delas, o suficiente pra ver como elas funcionam, como estão organizadas e como são mal administradas.

Certamente você, se já não passou por isso, conhece alguém que já foi dispensado de uma empresa por ser "bom demais para o emprego". Que tipo de empresa dispensa um empregado por ele ser bom? Devo ser um péssimo profissional para manter meu emprego?

Claro que o motivo real não é esse. É a velha política de morder e assoprar depois. "Tô te mandando embora mas, ó, você é bom, tá? Sua estrela vai brilhar! Merece um lugar melhor! Vai com Deus e me liga. Nada pessoal, ok?". Simples corte de gastos. Ameaça de crise? Manda embora! Nem pense duas vezes.

Aliás, 5 anos estudando economia e a única solução que doutores encontram em momentos ruins é demissão em massa?

Na hora de contratar, fazem errado. Escolhem quem aceita ganhar menos e se humilhar mais. Que se danem a formação e a experiência. Currículos só com pretensão salarial e foto. Não querem um bom profissional; querem formar uma boy band. Pegam o auxiliar de assistente de ajudante de serviços gerais e botam lá pra fazer a entrevista com os candidatos, pagando de psicólogo. Dinâmicas de grupo onde os candidatos se vestem bem pra brincar de "galinha choca" numa sala com pessoas desconhecidas. Carnaval de clichês.

Uma vez dentro de uma empresa, onde deveriam estimular a cooperação e a união, estimulam a competição. A falsidade rola solta. Todos querendo aparecer, querendo se mostrar mais úteis que o infeliz da bancada da frente, do lado, sei lá.

Sem falar na má distribuição de empregados na empresa. Você é contratado pra fazer uma coisa e acaba sendo reaproveitado pra fazer outras, de preferência, que não tenham nada a ver com a sua área. O caso do tal auxiliar de ajudante que vira psicólogo, só pra economizar. É difícil imaginar em que tudo isso vai dar?

Então, não dá pra ter uma idéia real da crise assistindo ao casal das 8. Eu não sei até que ponto a instabilidade e a alta do dólar afetam a indústria e o comércio (em 2002 chegou a bater R$ 3,79, você lembra? não, né?), ou se a quebradeira é simplesmente o efeito do vento e da maré sobre esses castelos de areia que vemos por aí. Essa crise pegou os investidores, empresários e economistas de surpresa mesmo, como diz o rapaz munito do jornal, ou estavam todos acomodados e mal acostumados com o errado que dava certo até então?

Não sei. Talvez eu tenha escrito um monte de besteiras. Talvez não.

A crise é desse tamanho todo mesmo ou grande parte é sensacionalismo? Reflitam, pensem, chorem, arrotem; só não xinguem mamãe aí nos comentários.

Phernando Faglianostra também escreve besteiras sem graça no Bagulho Digital.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

será que volto?!

saia justa, lembranças, reflexões


Já existiu uma época em que ver Saia Justa me proporcionava mais prazer. Achava as discussões mais interessantes que “pseudo-intelectuais”. Apesar disto, ainda assisto e, em alguns momentos, sou levada à reflexão. Hoje, contrariando o que tenho sentido há um tempo com relação ao programa, fui levada à duas.

A primeira, com relação ao ocorrido em Santa Catarina e a mobilização para socorrer as vítimas da catástrofe.

Cada vez que acontece uma catástrofe - seja gerada por fatores da natureza ou atitudes de seres humanos - explorada pela mídia, penso nas que acontecem diariamente e não são super exploradas ou sequer divulgadas.

Certa vez, em uma saída com o Diogo, amigo querido, paramos em um bar na Evaristo da Veiga, Lapa (RJ), em frente a um lugar onde tocava samba em alto e bom som. Dentro deste espaço de show, pessoas que podiam pagar R$20 de entrada para se divertir ao som de bons músicos. Nós, por acaso, éramos do grupo que poderia pagar para estar lá, mas optamos por ouvir a música no boteco pé-de-chinelo em frente, tomando nossa cerveja em garrafa a R$2,50. O nosso samba naquele domingo foi na rua, junto dos que por alguma razão também estavam naquele pé-sujo.

Sambando, conheci um cara de aproximadamente 50 anos que morava numa favela próxima. Entre sambas e cervejas, ele nos contou coisas pesadas do local onde morava e vi naquela pessoa uma alegria que não se encontra em qualquer lugar. Não sei se isso se deu pelo excesso de bebida – meu e dele. Quando nos despedimos, senti tristeza, muita tristeza gerada pelo questionamento a respeito de como seria a vida daquele homem? Tão alegre, tão anestesiado, tão diferente... Chorei e mais nada.

É isso que fazemos, choramos e mais nada. Ajudamos e mais nada. E isso quando não ignoramos o mendigo que dorme na porta do prédio, às 4 da manhã, depois de uma carona de um amigo morador da Borges de Medeiros em seu super carro 4x4.

Márcia Tiburi levantou uma questão que já havia me atormentado a mente em algum momento.

Falou sobre se conviver bem com a desigualdade e se importar apenas com as conseqüências da mesma.

A partir desta reflexão, penso que ao mesmo tempo em que, no caso citado anteriormente, abri espaço para o diferente me contar um pouco de sua realidade tão estranha a mim, questiono-me se não o fiz apenas pelo fato de naquele momento sermos iguais: duas pessoas ouvindo o samba do lado de fora e pagando o mesmo preço pela cerveja, duas pessoas se divertindo da mesma forma.

Já com relação ao homem que tive que tomar cuidado para não pisar por estar dormindo exatamente no espaço da entrada do prédio, dei graças a Deus por este não acordar e tomar qualquer atitude violenta comigo, ou seja, pulei-o, ignorei-o e agradeci aos céus por ele não fazer nada que me agredisse.

Apenas isso.

Só me questiono sobre qual seria a sensação se algo ruim me acontecesse naquele momento. Ou pior, será que este homem que ignorei fez algum mal a alguém no dia ou semana seguinte?

Não sei. O que sei é que a mim nada foi feito e isso me bastou.

Assim como esses exemplos, muitos outros poderiam ser registrados. Sentada no sofá da espaçosa sala, com o notebook no colo, escrevo e reflito sobre as desigualdades que me abalam de vez em quando - quando através de um programa de TV paro para olhá-la de frente. Será que minhas adoradas ciências humanas me ajudarão a mudar alguma coisa aqui dentro – e lá fora – ou me servirão apenas como base para uma “pseudo-intelectualidade” e discussões em mesas de bar, onde, em alguns casos, só existe a necessidade de se falar mais alto e citar inúmeros teóricos clássicos?

Posso estar generalizando e me desculpem por isso. Há necessidade real de se pensar mais a respeito disso tudo.

A segunda questão que me levou à reflexão? Leila Diniz. Será que conseguirei escrever sobre essa figura mitológica antes de digerir a questão anterior?



quarta-feira, 30 de julho de 2008

Sonhando com o dia em que...

Poderei ter férias decentes (e dinheiro suficiente) para visitar o Reino Unido , passando não somente pela Inglaterra, como também pela Escócia, Irlandas e País de Gales.

Não morarei mais com a minha mãe.

Acabarei minha faculdade, e assim, meu estágio.

Serei efetivada.

Tudo isso, não necessariamente nessa ordem! =)


E vocês, sonham com o quê?

segunda-feira, 21 de julho de 2008

[*] Entrevista com a Renata Cordeiro parte 2

Continuando o ultimo post...

Para um estudante de comunicação, tanto homem quanto mulher, qual é a dica que você daria para ele?

Esportivo ou não, eu acho que o jornalista tem que ler muito, essa é a coisa mais importante do jornalismo. Porque todo mundo hoje mexe com computador, sabe falar inglês, sabe falar mandarim. O que vai te diferenciar dos outros é a sua cultura, é o seu embasamento. E quanto mais você lê, mais amplia seu vocabulário. Quanto mais você amplia o seu vocabulário, mais fornece capacidade para o seu cérebro de formular raciocínio. A pessoa que tem um vocabulário menor, a capacidade de juntar uma idéia com outra e fazer um raciocínio é menor, isto está comprovado

Vale a pena ser jornalista esportivo no Brasil?

Depende do que você chama de valer a pena, alias se você for pensar, não vale muito a pena ser jornalista, porque você ganha pouco e trabalha muito. Depende então da sua paixão. O jornalismo esportivo pra mim é o que há de melhor, porque assim, quando você fala em jornalismo, você vai entrevistar um político você quer mostrar que o cara rouba, que ele é um safado. No jornalismo esportivo você está ali para mostrar que o homem pode superar os seus limites, que ontem ele fez um tempo x e hoje ele vai fazer um tempo x – menos alguma coisa. Então você vai mostrar que de repente um cara como o Washington que é um cara que tem diabetes, que tem problema cardíaco, você pega tudo isso e faz um gol em uma decisão, é um vencedor. Então o jornalismo esportivo trás essa carga de beleza é uma ode ao ser humano, é maravilhoso. E hoje em dia tem cada vez mais gente querendo ser jornalista esportivo, muito mais mulheres, é impressionante o crescimento do número de mulheres no jornalismo esportivo, isso é uma coisa muito legal.

Qual é a sua expectativa para o futuro das mulheres no jornalismo esportivo?

Eu espero cada vez mais que as pessoas não pensem como mulheres ou homens no jornalismo esportivo e sim como profissionais essa é a minha grande expectativa. Eu acho que vai haver uma democratização muito grande com a informação e eu acho que as mulheres vão estar juntas nisso, vão estar nesse compasso. Assim como hoje você vê mulheres dirigindo, mulheres mecânicas, mulheres pedreiras e é isso, deixou uma brecha a gente está entrando.

Bom é isso!!!

Abraço à todos!!!

fui...